ABJ e Fenaj pressionam parlamentares em torno da PEC do diploma

Izabela Vasconcelos, de São Paulo
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A Associação Brasileira de Jornalistas (ABJ), formada por profissionais com e sem diploma na área, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), que reúne profissionais com graduação em jornalismo, se mobilizam em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 389/2009), que restitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atuar na área. A primeira vem pressionando parlamentares para votarem contra a Proposta, através de e-mails, fax e conversando com deputados da Comissão de Constituição e Justiça.

"Nós temos participado de todas as audiências na Câmara. Estamos tranquilos. Achamos muito difícil a PEC ser aprovada. Essa PEC pode ser enterrada já na CCJ ou mais pra frente”, declarou Antonio Vieira, presidente da entidade, criada após a decisão do STF, que determinou a não obrigatoriedade do diploma para atuar no jornalismo.

Artigo da ANJ
A Fenaj também se mobiliza, mas se diz assustada com as atitudes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que no dia 20/10 publicou um artigo (http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=&op3=&editoria=237&idnot=53877) em vários jornais a favor da decisão do STF. “Me assusta essa oposição sistemática das empresas. De modo violento, nas vésperas da votação, com o seu poder, divulga um editorial para todos os jornais”, criticou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj.

“Diante do Golias, estamos fazendo o que podemos com os nossos recursos, usando a internet, contatando os sindicatos, e já conversamos com praticamente todos os parlamentares que integram a Comissão”.

O presidente da ABJ afirma que o impacto do artigo de Judith Brito foi importante para a causa que defende. “A partir do artigo da ANJ, mudou a opinião de alguns parlamentares. Os votos dos parlamentares vão para onde a opinião pública vai”, analisou.
O diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, disse que a atitude da organização não é de violência, apenas de expressão. "Foi apenas uma expressão de opinião. Assim como a Fenaj e outras entidades, num espaço democrático, nós também nos expressamos", afirmou.

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